Praticar passatempos saudáveis – Diversão respeitando o corpo e a natureza.

Hábitos bons são tão simples de serem adquiridos quanto os maus, diz o velho ditado. Então, sem que tenhamos tempo de perceber, somos bombardeados por uma série de “verdades” a respeito de como podemos nos divertir e ser felizes. Como vivemos em uma sociedade ocidental, capitalista e fortemente alimentada pelo consumismo, recebemos desde muito jovem a mensagem de que podemos comprar a felicidade, podemos nos dopar quando sofremos e nos embriagar quando estamos alegres.

O hábito de beber, por exemplo, tão disseminado pelos jovens, é propagandeado pelas marcas e as bebidas são vendidas em brilhantes embalagens que mostram como é divertido a embriaguez e confusão dos sentidos e que isso é o mais indicado a se fazer quando se busca prazer e diversão. Álcool é um produto barato, facilmente encontrado e cuja fiscalização de venda no Brasil é praticamente inexistente.

Mesmo levando em consideração que uma série de ações para frear o consumo de álcool entre os jovens tem tido atenção do poder público, vivenciar cenas de jovens bebendo grandes quantidades de álcool continuam preponderando. Em dezembro de 2014, uma decisão da 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) restringiu a publicidade de bebidas com teor alcoólico. Com isso, comerciais de cerveja e vinho, por exemplo, passaram a ser veiculados em emissoras de rádio e televisão somente entre às 21h e às 6h – e a veiculação até as 23h só pode ser feita no intervalo de programas recomendados para maiores de 18 anos.

Estudo do Instituto Alana, uma organização civil de interesse público, demonstra que são vários os elementos combinados para que o consumo de álcool na juventude seja especialmente ainda mais prejudicial que em outras faixas etárias: inexperiência, tendência à impulsividade e aspectos biológicos fazem com que, nessa fase, os aspectos simbólicos do beber tenham grande importância. A publicidade, buscando vender seus produtos, traça o sentimento identificador para se relacionar com determinados grupos e relaciona relaxamento e diversão com consumo de artigos A, B ou C. Isso reforça, ainda, um comportamento de risco, visto que o potencial devastador do consumo de álcool – protagonista de acidentes de trânsito, crimes, agressão doméstica etc – ocorre com indivíduos que bebem eventualmente.

O instituto Alana aponta ainda que a influência da publicidade no consumo tem uma relação muito mais sutil do que a vontade de ir para o bar logo que se assiste a um comercial. É a imagem que se faz da bebida: a associação entre bebida e bons momentos, alegria, festa, relaxamento, sexualidade. Em termos quase caricatos poderíamos dizer que a imagem que se passa é: beber é fazer parte, não beber é estar de fora. Beber é libertador, não beber é repressor. E essa imagem é reforçada inúmeras vezes nas propagandas.

Ao encontrar atividades saudáveis, que levam em conta a integridade física e o bem estar alheio, o praticante é automaticamente retirado do alvo da propaganda e passa a ser exposto a novos estímulos – bem diferentes dos estimulados pela indústria de bebidas, do fumo, da comida industrializada, congelada.

Outro fator que vamos abordar com mais detalhes em capítulo especialmente dedicado, é a questão da egrégora, da força do conjunto. Quando o jovem é colocado distante do que é popularmente chamado de “más companhias”, ou seja, dos que o estimulavam a um estilo de vida não saudável, a probabilidade dele retornar aos maus hábitos diminui bastante.

Praticar passatempos saudáveis é um conceito integrado ao Método DeRose na medida em que se estimula a boa qualidade de vida. Assim sendo, acaba absorvido pelos que praticam a metodologia. E, ao mudar alguns pequenos hábitos, transformações profundas na forma como transitamos socialmente começam a acontecer.

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