Quociente Emocional – Inteligência é Mais

“O conhecimento provém da inteligência racional, a compreensão da inteligência emocional”. Emídio Brasileiro

Inteligência emocional é um conceito em Psicologia que descreve a capacidade de reconhecer os próprios sentimentos e os dos outros, assim como a capacidade de lidar com eles. Essa simples explicação está no Wikipédia para quem der uma busca rápida na Internet. Nessa dissertação, porém, não iremos abordar o assunto com profundidade acadêmica de estudiosos dos campos da Filosofia, Psicologia, Antropologia e carreiras correlatas, mas sim observar atentos como é revelador conseguir interpretar os próprios sentimentos e que isso atua profundamente nas decisões que tomamos ao nos relacionar com as outras pessoas.

Saber que se está chateado faz com que a pessoa pense duas ou três vezes antes de ser grosseiro gratuitamente com outro alguém. Porém, quando apenas existe o incômodo e este não é identificado, as probabilidades de você se indispor em conversas ocasionais e em interações sociais aumentam substancialmente, pois o desconhecimento amplia a irritação.

Ao estreitar o diálogo consigo mesmo durante as práticas do DeRose Method ,executando as técnicas com concentração e disciplina, a pessoa dá inicio a uma viagem para dentro de si mesma que a conduz para as profundezas de sua existência consciente. Ao acessar essas percepções, as emoções passam a ser mais bem percebidas e, o que é melhor, entendidas. Não é algo induzido objetivamente, apenas estimulado na medida em que as práticas energizam os centros energéticos do corpo, conferem disposição e boa forma física e exige dos praticantes um olhar atento ao levar a consciência a todos os atos e movimentos.

Essa expansão da consciência, aliás, é algo desejado desde o início. Por isso que o Método DeRose é voltado especialmente a pessoas consideradas “positivamente insatisfeitas”. Quem inicia nas práticas e continua nessa jornada de grandes revelações, deseja ardentemente saber mais, entender mais, fazer mais. Uma consciência maior significa ter um melhor conhecimento dos sentimentos, das emoções.

Observar e passar a gerir conscientemente o próprio comportamento influencia no Quociente Emocional, diz Daniel Goleman, que popularizou essa expressão em seu livro Best-seller “Quociente Emocional”. Na obra, Goleman explica sua tese de que o talento para cativar colegas de trabalho e motivar equipes é tão ou mais importante que habilidades cognitivas, como memória ou talento para a resolução de problemas.

O assunto ganhou a capa da revista americana Time e o psicólogo doutorando da Universidade de Harvard tornou-se referência no assunto. Empresas e escolas de negócios começaram a prestar atenção no conceito, que segundo Goleman, se traduzia na capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos. O QI (Quociente de Inteligência) havia perdido o seu reinado para o QE (Quociente Emocional). Segundo seu livro, os bons resultados em qualquer área de atuação dependem apenas de 20% de QI e de 80% de QE.

A inteligência emocional é um assunto que se tornou muito atraente por refletir uma habilidade que pode ser aprimorada. As pessoas são capazes de aprender a controlar suas emoções. O Q.I. é uma inteligência genética, imutável. Uma pessoa de baixo Q.I. será sempre uma pessoa de baixo Q.I. Por isso, com base no conceito de inteligência emocional, podemos pensar que nem tudo está perdido caso não sejamos privilegiados com um alto Q.I.. Esse pensamento tem um fundo de verdade e nos permite ter mais esperança – mas não pode ser usado como consolo para tudo.

Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:

1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre. 2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação. 3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca. 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas. 5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.

Basicamente são as emoções que definem nosso grau de sobrevivência, afinal elas são um sofisticado e delicado sistema interno de orientação de conduta. Nossas emoções nos alertam quando as necessidades humanas naturais não são encontradas. Por exemplo, quando nos sentimos sós, nossa necessidade é encontrar outras pessoas. Quando nos sentimos receosos, nossa necessidade é por segurança. Quando nos sentimos rejeitados, nossa necessidade é por aceitação.

Nossas emoções foram desenvolvidas em milhões de anos de evolução e são valiosa fonte de informação, pois nos ajudam na tomada de decisões. São elas também que indicam como devemos nos portar e qual distância prevalecer no nosso espaço vital. E, por serem universais, são elas que nos conectam com o restante da humanidade. É no núcleo emocional que criamos laços e desenvolvemos conexões com pessoas, lugares, coisas, animais.

E por que tudo isso é tão importante? Os maiores especialistas do mundo em análise comportamental alertam que o mais relevante nos nossos dias não é o quanto se sabe, mas sim como se relacionar melhor consigo mesmo e, consequentemente, com as pessoas que conosco convivem.

Pessoas com alto índice de QE raramente ficam de mau humor. Percebem o que os outros estão sentindo, são calmas quando submetidas à pressão, são fáceis de lidar e conviver. Mas o uso intenso de tecnologias, o excesso de atividades do mundo moderno e o excesso de horas de trabalho estão isolando as pessoas cada vez mais uma das outras. E de si mesmas.

Então, o DeRose Method, ao oferecer ao praticante todo um contexto de reconexão com si mesmo, com o objetivo de expandir a consciência e a polir o comportamento individual, é eficaz na ampliação do índice de QE de seus praticantes. E estes, consequentemente, passam a se relacionar melhor com seus colegas, parceiros, amigos, familiares. É um ganho de qualidade de vida intangível.

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